Acusação de 18 polícias de sequestro e tortura agravada por discriminação racial no célebre caso da “alegada invasão de esquadra” – Caso Cova da Moura

KovaManif

A 5 de Fevereiro de 2015 o país assistiu a um romance policial. Alguns tablóides anunciavam sem pejo que centenas de moradores da Cova da Moura “Tentam invadir esquadra da PSP de Alfragide“.

Conforme o OCR noticiou nessa mesma noite a realidade foi bem diferente.

Hoje, decorridos dois anos e cinco meses dos acontecimentos, o ministério público apresenta a acusação. O documento por ser extenso ainda está a ser estudado mas alguns factos são desde já de realçar:

1- Os até agora “acusados” do bairro Cova da Moura foram totalmente ilibados de qualquer crime.

2- Há 18 polícias acusados de sequestro e tortura agravada por discriminação racial.

3- Há um conjunto destes polícias que são acusados ainda de “falsificação de documentos, injúrias, denuncia caluniosa, omissão de auxílio e falso testemunho”

A acusação do ministério público é em súmula demolidora da acusação inicial e corrobora tudo o que a defesa contrapôs desde o primeiro dia.

Sabemos que esta acusação não apaga o que os 6 companheiros da Cova da Moura  sofreram naquelas 48 horas de tortura até serem finalmente libertados nem tão pouco apaga estes longuíssimos 2 anos e meio de espera até se finalmente libertarem de parte do problema – a acusação inicial -já que as sequelas do que foi vivido ficarão para sempre.

 

 

 

 

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